Centro Espírita Amor e Caridade

Jesus Encarnou ou Reencarnou na Terra?

 “Jesus é considerado integrante da Trindade Divina (Pai - Filho - Espírito Santo) pela Doutrina Espírita? Ele encarnou ou reencarnou na Terra?” - por Nazil Canarim Jr.

Primeiramente, para o Espiritismo, Deus é "eterno, infinito, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom" (LE, q. 13). Logo, não há que se falar em trindade ou tríade divinas.

Quando comenta a resposta dada à referida questão, Kardec afirma que Deus é único, porque "se muitos Deus houvesse, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo".

A concepção de Deus como tríades, trindades, divindades triformes ou tricéfalas é encontrada há muito tempo nas religiões. Assim é que, no hinduísmo, a Trimurti é integrada por: Brahma (criador); Vishnu (mantenedor) e Shiva (destruidor do mundo e da vida).

Os egípcios, a depender do período examinado, conheceram uma série de tríades divinas. Em Tebas eram adorados o deus Amon, sua esposa Mut e o seu filho Chons, o deus da lua. Do mesmo modo, Ísis, Osíris e Hórus constituem uma família simbolizada pelos três lados do triângulo retângulo.

Trata-se, evidentemente, de um simbolismo.

No que diz respeito ao segundo questionamento, e tendo por base as múltiplas informações ofertadas por Emmanuel (A caminho da luz: história da civilização à luz do espiritismo. 37 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008), através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, parece-me claro que Jesus encarnou na

Terra. E isto porque, segundo registra aquele Espírito, nas tradições do mundo espiritual, em nosso sistema "existe uma comunidade de Espíritos puros e eleitos pelo Senhor Supremo do Universo", da qual "Jesus é um dos membros" e que se reuniu nas proximidades da Terra por duas vezes:

A primeira, verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançassem, no tempo e no espaço, as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródomos da vida na matéria em ignição, do planeta, e a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra,

trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção. (Cap. I - Gênese planetária) Isto não significa dizer, entretanto, que o "tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo" (LE, q. 625) não haja progredido mediante seus próprios méritos. A conclusão me parece óbvia, seja em face do referido no parágrafo precedente, seja em decorrência do contido nas questões 112 e 113 do LE.

Os Espíritos Puros como Jesus "percorreram todos os graus da escala", não "estando mais sujeitos à reencarnação". Atuam, porém, como mensageiros e ministros de Deus, executando Suas ordens para a manutenção da harmonia universal.

Nazil é advogado e professor. Palestrante espírita, é componente do corpo de diretores do CEAC (Centro Espírita Amor e Caridade), em Bauru SP.

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