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Morte em Família - por Richard Simonetti.

 

MORTE EM FAMÍLIA - por Richard Simonetti.

 O pai permanece em estado vegetativo há muitos anos. A família sofre com esta situação, principalmente a mãe. Então, quem estaria pagando por isso: o enfermo ou a família?

 Todos estão envolvidos em resgate. O pai, numa prisão, o corpo. Os familiares, carcereiros no bom sentido, encarregados de dar-lhe assistência. Importante que o façam de boa-vontade, com dedicação, sem questionamentos do passado e construindo o futuro de bênçãos.

 Pouco tempo após a morte do marido, a viúva arranjou um namorado. Familiares do falecido revoltaram-se, considerando falta de respeito. Como agir nessa situação?

 Aurélian Scholl, famoso escritor francês, dizia: "o casamento tem sua lua-de-mel; a viuvez também". A duração da lua-de-mel depende da extensão da paixão. A viuvez, como estado de espírito, só é duradoura quando o relacionamento transcendeu da paixão para o amor, sustentado por legítima afinidade. Se isso não ocorre, é inútil impor prazo para alguém tirar o luto.

 O que podem fazer os filhos diante o pai que, com setenta anos, após enviuvar, parece ter assumido uma segunda adolescência, interessado em festas, bebidas e namoricos?

 Quando o espírito não aproveita as oportunidades de edificação da jornada humana, marcando passo no caminho da evolução, a adolescência e a velhice se confundem, em exercício da inconseqüência. O adolescente deve ser disciplinado pelos pais. Quanto ao ancião, é esperar que a vida o faça, senão aqui, no Além, botando juízo em sua cabeça.

 Quando um homem desencarna e a viúva casa-se novamente, o morto fica infeliz? Ele vê o que acontece?

 Depende. Se for alguém compreensivo e amigo, preocupado com o bem-estar da família, certamente há de desejar que a esposa refaça sua vida afetiva com um companheiro que a ajude a enfrentar os desafios da existência. Se for do tipo egoísta e possessivo, vai aborrecer-se e até interferir, causando-lhe embaraços.

 Enquanto encarnado ele dizia que voltaria para atormentar a esposa. Isso é possível?

 Pouco provável que aconteça. Se essa era sua intenção legítima, certamente está fazendo estágio depurador no Umbral, o purgatório para onde são remetidos aqueles que cultivam más intenções.

 Sou casada em segundas núpcias. Como ficaremos os três no mundo espiritual?

 Prevalecerá a união com o cônjuge em relação ao qual teve maior afinidade, desde que ambos não se enrosquem em regiões umbralinas e se habilitem a viver em comunidades saudáveis no Plano Espiritual, tipo Nosso Lar, a cidade do Além descrita por André Luiz no livro Nosso Lar, psicografado por Francisco Cândido Xavier.

Sempre estarei com meus pais, irmãos, sobrinhos, cunhados, tios? Reencarnaremos juntos?

 Acima da família humana, transitória, há a família espiritual. A primeira atende às convenções humanas e ao sangue; a segunda atende à afinidade. Membros da família humana que guardem afinidade entre si tenderão a perpetuar seu relacionamento, ajudando-se mutuamente nos caminhos da evolução, em sucessivas reencarnações, ainda que ocorra mudança de posição quanto ao sangue. O pai de hoje poderá ser o irmão ou filho de amanhã... As alternativas são numerosas, sempre atendendo às necessidades de cada grupo.

 Mudei de cidade após a morte do marido. Será que ele conseguirá encontrar-me?

 Depende de como foi o relacionamento. Se tumultuado por desentendimentos e brigas, talvez ele prefira manter distância. Se houve amor e legítimo entendimento, não se preocupe. Ele a encontrará, guiado pela infalível bússola do coração.

 

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