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O Suicídio Que Não Se Consumou- Wellington Balbo

 

O SUICÍDIO QUE NÃO SE CONSUMOU - por Wellington Balbo

Incompreensivelmente, a mídia não aborda o tema suicídio com a seriedade que ele merece. O receio é de que se o assunto for debatido e divulgado ondas de autoextermínio se espalharão por todos os cantos. Todavia, mesmo com o assunto não sendo veiculado, constatamos que os índices de suicídio só aumentam. Chegou, pois, o momento de encarar de uma outra forma a polêmica questão, mostrando às pessoas que o suicídio não compensa sob qualquer hipótese. Por mais difícil nos pareçam os desafios existenciais, é muito melhor ficar por aqui, na boa luta para resolvê-los do que jogar-se desarvoradamente ao outro lado da vida. E trabalhando nesse tema há algum tempo venho me deparando com casos dos mais sérios e que me deixam penalizado. Pessoas sem esperança na vida, sem fé no futuro, sem acreditar em si mesmas.

Entretanto, nem só de más notícias se faz nossa cruzada contra o suicídio. E nessa tarefa conhecemos algumas pessoas que conseguiram se levantar das quedas existenciais e retornaram triunfantes à vida, sonhando, amando, contribuindo... Pois numa dessas agradáveis experiências que conheci Ana Júlia e sua comovente história. Adolescente com inúmeros dilemas e problemas havia planejado ingerir vigoroso copo de veneno, julgando que assim exterminaria com suas angustias. Mas num desses aparentes acasos da vida, minutos antes de levar sua idéia adiante a adolescente encontrou Vitória, a diretora de sua escola. Vitória perguntou-lhe como estava, mas não apenas por “educação” ou força do hábito. A pergunta da diretora tinha sentimento e sinceridade o que foi suficiente para a adolescente explodir em choro convulsivo. Foi então que a diretora dedicou-lhe atenção e carinho, emprestando seu ouvido à garota. Aquilo bastou para que Ana Júlia repensasse sua atitude de autoextermínio. A atenção de Vitória salvou uma vida. Hoje Ana Júlia está bem, namorando, estudando e sonhando em ser médica.

Podemos fazer isso também. Darmos atenção às pessoas. No entanto encontramos um mundo muito ocupado e desatento. Poucos são como as Vitórias, que dedicam tempo ao semelhante. Estamos sempre apressados, correndo, correndo, correndo... Uma pena, pois com isso não conseguimos identificar se alguém precisa de ajuda. Sabemos de casos em que o suicídio foi um por parte de pais, filhos, amigos, avós... Um grito desesperado para que fossem ouvidos, sentidos, notados. Infelizmente grande parte desses gritos terminam no caixão. Consideramos por isso ser fundamental a mídia dar maior atenção ao tema suicídio, debatendo com seriedade o tema e convidando a população a vigiar às atitudes de outras pessoas. Mas não se assuste! Não se trata de vigiar a vida alheia no intuito de podar o livre arbítrio, perseguir, julgar e condenar. Este é um vigiar mais brando, pacífico, benéfico. É vigiar para saber as companhias de nossos filhos. Vigiar para saber se nossos pais e amigos necessitam de mais atenção, amor, carinho... vigiar para saber se precisam de apoio e ombro amigo... Reflitamos neste ponto, porquanto, com toda certeza: um minuto de atenção pode salvar uma vida! Pensemos nisso. 

 

 

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