Não
transforme sua casa em museu, mantendo aquilo
que já não tem utilidade. Desapegue-se
das pequeninas coisas, transfigurando os apetrechos
inúteis em forças vivas do Bem,
na casa alheia:
•
Reviste os guarda-roupas, aliviando os cabides
das vestes que não usa mais, para os
companheiros desnudos;
• Estenda os pares de sapatos que lhe
sobram aos pés descalços que transitam
ao seu redor;
• Não deixe os alimentos se estragarem
e nem jogue os que sobram de sua mesa. Ofereça-os
a quem tem fome;
• Elimine do mobiliário as peças
excedentes ou reparáveis, para guarnecer
as habitações carentes;
• Ofereça os livros que não
vai ler mais às pessoas sem recursos
para que possam se instruir e se educar...
Mas
não dê apenas do que lhe sobra,
do que não quer mais... Até aí,
as pessoas necessitadas é que estarão
lhe prestando um favor, livrando-o do desnecessário,
fazendo circular aquilo que significaria, mais
tarde, compromisso diante de sua consciência.
Cada
situação é uma oportunidade
de participar da criação do Reino
de Deus na Terra. A cada momento somos chamados
a administrar os recursos que o Pai nos concede
por empréstimo em benefício de
nossos irmãos em privações
dolorosas:
•
No mercado, abasteça seu carrinho com
as novidades e guloseimas a que você tem
direito, mas não se esqueça do
feijão, do arroz ou do leite para pelo
menos uma família em dificuldades;
• Na loja, adquira as peças que
você admira para si e os seus, mas destine
algum recurso para o cobertor que agasalhará
um desvalido no inverno;
• Na papelaria, garanta o prazer de seus
filhos na volta às aulas com os artigos
que fazem a alegria das crianças, mas
lembre-se do pequenino que também precisa
aprender a ler e escrever.
O sofrimento dividido se reduz.
O bem dividido se multiplica.
O amoroso partilhar nos conduz a bênçãos
de paz.
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